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COWORKING: ARQUITETURA E INTERAÇÃO

The Great Room – considerado um dos coworkings mais belos do mundo, em Singapura.

O conceito de coworking surgiu em 2005, pelo americano Brad Neuberg, programador que buscava uma forma diferente de trabalhar depois de se desligar da empresa onde era funcionário. Neuberg tentou durante um certo tempo trabalhar de um Coffee Shop, mas logo percebeu que um espaço mais tranquilo, que ainda guardasse a interação entre pessoas de diversos segmentos, seria para ele o ideal.

A partir de uma estrutura básica com mesas, acesso à internet e impressora, Neuberg definiria o conceito do coworking no século XXI, um dos modelos de espaço de trabalho que mais crescem no mundo todo. Profissionais que não podem arcar totalmente com as despesas de um escritório particular, ou até podem mas entendem que suas profissões se beneficiam do compartilhamento e network (profissional e intelectual) proporcionados pelo coworking.

Estrutura

Imagem via Galeria da Arquitetura

Como dito anteriormente, existe uma estrutura básica de funcionamento – mesas, internet, impressora, cafezinho -, mas a verdade é que o céu é o limite na hora de equipar e oferecer serviços conexos ao coworking. Ar condicionado, sala de reunião, equipe de limpeza, televisão, projetor e por aí vai, entendendo que quanto mais bem equipado maior vai ser a mensalidade do local. Alguns FabLabs, por exemplo, são também espaços de coworking. Nesse caso, até mesmo impressoras 3D e corte a laser são oferecidos.

Imagem via sociale.it

Design e liberdade são características apreciadas pelos millenials, principais responsáveis pelo sucesso imediato dos espaços de coworking no mundo. O estilo industrial toma conta dos ambientes, com um apelo bastante funcional no mobiliário.

Coworking: um lugar para millennials?

Coworking num casarão revitalizado no Rio – imagem via casa.com.br

Tudo indica que esses espaços nasceram para os millennials, grupo de pessoas nascidas entre 1980 e 2000, que possuem hábitos e comportamentos de consumo completamente diferentes da geração anterior. Por exemplo, são conhecidos por viverem com os pais até mais tarde, entrando no mercado imobiliário apenas aos 45. Habitantes de um mundo que vive a era do compartilhamento, esse feeling proposto pelos coworkings cai muito bem para essas pessoas. Ou seja, pelo espectro da evolução, podemos dizer que novos formatos de convivência no trabalho  – como foi o coworking – estão prestes a surgir.

Coworking, arquitetura e arquitetos

Imagem via The Spaces

O modelo do espaço do coworking tem atraído bastante profissionais do design e arquitetura que, ao invés de enxergar-se como concorrentes, entendem como uma  grande oportunidade de parceria. Ampliando a rede de contatos, encontrando profissionais complementares e dentro de uma atmosfera dinâmica, os projetos dos clientes tende a ganhar com essa nova forma de se relacionar dentro do ambiente de trabalho.

Para os arquitetos que estão começando a carreira pode ser uma ótima saída para economizar e aprender novos skills além dos aprendidos na faculdade. Capacidade de negociação e socialização são algumas das vantagens de se compartilhar um espaço de trabalho com outras pessoas, principalmente de outros segmentos – aprendizado para se levar para a vida inteira.

Imagem via Dove viaggi

O site CoworkingBrasil.org tem uma lista de espaços compartilhados no seu database. Nesse link você pode conferir se na sua cidade existe um perto de você e, quem sabe, começar a planejar o aluguel de uma mesa para você 😉

Já passou por essa experiência? Gostaria de saber. Deixe seus insights sobre coworking nos comentários. Quais são as vantagens e desvantagens na sua opinião?

E até o próximo post!

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